X-Men #20-23
Publicado no Brasil em: 25/01/2012
Roteiro: Victor Gischler
Arte: Will Conrad
Cores:
Letras:
Titulo da História:
Descrição:
AVISO: Este review pode conter SPOILERS de fatos que ocorreram em edições americanas, ainda não mostrados no Brasil.
Este é o primeiro arco da revista X-Men sem adjetivo. Mas para entendermos essa revista precisamos comentar o contexto atual vivenciado pelos mutantes. Após o Cisma que dividiu os X-Men entre a liderança de Ciclope (em Utopia) e a de Wolverine (Westchester), foi lançado uma edição especial, chamada X-Men: Regenesis, que organizou mais ou menos de que lado os personagens ficariam e qual seria o papel de cada um.
Nessa edição especial, Ciclope coloca Psylocke encarregada da defesa da ilha e a incumbe da liderança de um grupo especial de operativos especializados em operações discretas, capazes de lidar com situações potencialmente perigosas antes que se tornem ameaças a Utopia. Esse grupo é constituído por Tempestade, Psylocke, Jubileu, Apache, Dominó e Colossus( que, embora não estivesse no teaser de anúncio do título, participa desse arco de histórias).
Se lembram que, em um dos reviews anteriores, eu mencionei que era MUITO GRATIFICANTE, nessa fase, que personagens sem tanto destaque terem a OPORTUNIDADE DE BRILHAR? Pois bem, esse é um ponto positivo a favor do título. Logo de cara vemos Dominó, agindo como uma grande espiã do grupo de Ciclope, sozinha em cenas de ação muito interessantes (só uma observação: senti bastante falta de que mostrassem aqui ou no especial Regenesis a motivação de Dominó em ficar com o time de Utopia, visto que ela aparentava, num primeiro momento, ter maior afinidade com Wolverine). Ela descobre que, com a escalada da produção de Sentinelas após o Cisma, algumas nações belicosas da Europa Oriental estariam usando essas ARMAS DE DESTRUIÇÃO EM MASSA em seus conflitos. Isso é um plot bem interessante e que insere os X-Men em um contexto político que pode conferir bastante relevância ao título.
Ciclope despacha a equipe para resolver essa situação (estranhamente a equipe é liderada por Tempestade e não por Psylocke, como Regenesis indicava), e eles se deparam com Máquina de Combate, que representa a ONU e os EUA e solicita que os X-men deixem o caso com ele; mas, com uma companheira como a Dominó atrás das linhas inimigas, o confronto é inevitável. Após confusão e luta obrigatórias, Rhodes se junta aos X-Men para conter um lançamento maciço de Sentinelas da Symkaria contra nações inimigas vizinhas. E é aí que a arte de Will Conrad se mostra um grande diferencial da história, conferindo às cenas a grandiosidade cinematográfica necessária.
Sobre as críticas, é interessante ver Tempestade numa posição de liderança novamente. Após um longo período assumindo um papel mais secundário nos títulos mutantes, ela parece estar ganhando o merecido destaque com a liderança desse título, como vice-líder do Ciclope no time de Uncanny e participação nos Vingadores. Psylocke é outra personagem que cresceu muito tanto em poderes quanto em caracterização, principalmente após sua participação na Uncanny X-Force, e ainda não teve todo seu potencial explorado nesse título, e o mesmo se dá com Apache (um mero acessório nesse primeiro arco). Colossus produz momentos interessantes, boas interações e o Fanático dentro dele parece estar sempre desejoso de se libertar e produzir cenas de ação AINDA MAIS ESPETACULARES! Dominó é outra que andava meio esquecida, desde o fim da antiga X-Force, com a conlusão de Segundo Advento, e neste arco produz alguns bons momentos. Jubileu, em "A Maldição dos Mutantes", do próprio Gischler, foi transformada em vampira, e esse aspecto da "nova" personagem será desenvolvido no próximo arco da revista. Nesse primeiro arco, aparentemente sua personalidade está mais disposta a se expor em situações de risco do que estamos acostumados, e isso rende a Jubileu bons momentos de ação. Embora a transformação em vampira não seja, na opinião de muitos, o melhor meio de desenvolver a personagem, tudo o que podemos fazer é aguardar para ver se o autor será capaz de criar situações interessantes a partir desse plot.
Resumidamente, podemos dizer que X-Men sem adjetivo será o título onde veremos um time de agentes especializados, atuando de forma pró-ativa, E INTERAGINDO COM O RESTANTE DO UNIVERSO MARVEL! Vamos aguardar que, a partir do proximo arco, o autor consiga explorar todos esses EXCELENTES personagens que estão no mix da revista e desenvolver boas histórias sugeridas pelo propósito do gibi!
Personagens:
Nota da Arte:
Nota do Roteiro:
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