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AspasDurante o crossover 'Atrações Fatais', o X-Factor descobriu um projeto secreto do governo para produção em massa de sentinelas.

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Fase 1 [1963-1965]:

Menos badalados do que alguns já sucessos de vendas da Marvel, como o Homem-Aranha, os X-Men já estrearam em revista própria, mas com periodicidade bimestral.

A primeira edição mostra a chegada de Jean Grey (Garota Marvel) em Westchester, na escola de Xavier. Ela, apesar de ser a primeira mutante treinada por Xavier, é a última a se juntar ao grupo formado por Ciclope, Anjo, Fera e Homem de Gelo. Logo na estréia, os cinco mutantes precisam enfrentar aquele que será seu principal inimigo ao longo dos anos: Magneto.

Nesses três primeiros anos, as aventuras dos X-Men envolveram confrontos com Vanisher, Blob, a Irmandade dos Mutantes, Unus, Lúcífer, Fanático, Sentinelas, e participações de Namor – que, por muito tempo, foi considerado o primeiro mutante -, os Vingadores e Kazar.

Cada história seguia um ritmo bastante parecido e comum à temática inocente que predominava nos quadrinhos da época: os X-Men precisavam resolver alguma situação, em um conflito com algum super-vilão, com a ajuda ou não de outro herói marvete, conseguindo, com êxito, derrotar seu inimigo, geralmente, na mesma edição. A moral da história trazia sempre a vitória do Bem sobre o Mal e abordava temas como o racismo, que estão nas raízes da criação dos X-Men (muitos atribuem a temática mutante à questão dos negros na sociedade norte-americana e as posições de Xavier e Magneto às de Martin Luther King e Malcolm X).

Durante a primeira fase, os leitores puderam se aprofundar em cada um dos personagens principais. Conhecemos a origem de Xavier, sua história com seu meio-irmão Cain Marko (Fanático) e como perdeu o movimento das pernas em batalha com Lúcifer. Já passamos a notar que Jean, apesar de cortejada por outros colegas, como o Anjo, e interesse amoroso de Xavier, estava interessada em Scott, o qual, bastante inseguro, evitava qualquer relacionamento amoroso com a companheira. Hank McCoy, o Fera, foi apresentado como um verdadeiro gênio, preso dentro de um corpo (ainda na forma humana) de proporções bestiais. Warren era galanteador e Bobby, que transformado parecia um boneco de neve, era bastante infantil e divertido.

Jack Kirby ficaria nos desenhos até a edição #11. A partir de então, foi creditado apenas pelos esboços até a edição #17. Os desenhos passaram a ser de Werner Roth – que assinava sob o pseudônimo Jay Gavin – até 1969.

No Brasil: As histórias dessa fase – entre as edições originais #7 a #19 (já da segunda fase) - saíram no Brasil, entre 1968 e 1970, pela editora GEP (Grupo de Editores Penteado), no título “Edições GEP” (edições 1 a 8, 13, 14 e 19). O interessante é que, de maneira a completar as páginas restantes das publicações nacionais, Francisco Assis, Gedeone Malagola e Walter S. Gomes criaram pequenas histórias com os personagens mutantes, como aponta o historiados de quadrinhos José Salles, na seção Etc & Tal, da Mundo dos Super-Heróis #4.

A primeira edição foi republicada pela Abril, em Heróis da TV # 100 (1987). A quarta, em Teia do Aranha #65 (1995). A nona, em Origem dos Super-Heróis Marvel #2 (1994). Da décima segunda até a décima sexta em X-Men Classic II (1995).

Mais recentemente, essa fase pode ser encontrada nos dois primeiros volumes de Biblioteca Histórica X-Men, da Panini.

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